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Arnaldo Nogueira Jr

Arnaldo Nogueira Jr - Por Dino Alves

ARNALDO NOGUEIRA JR
Caricatura: Dino Alves


Tenho 67 anos e sou casado, acreditem, desde 1971 com a mesma mulher, a santa Célia. Sou pai de Fernando, bacharel em Direito e j?advogado militante, e Mariana, formada em Propaganda e Marketing em Santa Bárbara - Califórnia (USA). Paulista de Franca, morei a maior parte de minha vida em Campinas (SP). Estamos no Rio h?nbsp; mais de 20 anos. Adoro ler, me corresponder com amigos, ouvir boa música (em especial MPB e Jazz).




Em 1996, após quase dois anos de aposentadoria, comprei meu primeiro computador. Seguindo o conselho de meu filho, comecei um mexe daqui e dali, apanhando muito mas, aos poucos, me familiarizando com a máquina. O meu objetivo maior era o de usar o Word, j?que pretendia escrever alguma coisa, sei l? colocar na telinha o que pintasse. Mas era preciso treinar para conseguir isso. Depois de boas surras, fiz um desses cursinhos e, j?mais apetrechado, fui ?luta. Nessa época a Internet começava a estourar e, como gosto de novidades, fui logo aderindo. Resolvi, então, para incrementar a minha prática, copiar um artigo do Luís Fernando Veríssimo, intitulado "O Apito", e remet?lo para o amigo Tom, l?em Salvador. Foi no dia 23 de maio. Ele, por sua vez, enviou o texto para alguns amigos. A receptividade foi boa, a coisa começou a se espalhar e, atendendo a pedidos, dei prosseguimento ao meu trabalho, sempre selecionando de meus livros os textos que julgava os melhores.

Todos os fins de semana, então j?dominando o Word, passei a remeter para uma lista de amigos, alguns conhecidos, outros "virtuais", o fruto de minhas "releituras".

No início de 1998, após um uma troca de e-mails com o Francisco Panizo, abnegado tirador de dúvidas e fornecedor de ajuda gratuita aos internautas - www.pypbr.com -, comecei a remeter, também para ele, os textos  que semanalmente.

Um dia ele fez a proposta: por qu?não tornar esse trabalho acessível a todo o universo de usuários da Internet? Como não entendo nada dessa parte técnica, no começo relutei um pouco. Era um sonho que acalentava, faltava coragem e um empurrão. Panizo garantiu todo o suporte técnico, montou a home page, me incentivou a aprender coisas novas, colaborou com textos, tudo na base da amizade e, imaginem, sequer nos conhecíamos pessoalmente. Foi, reconhecidamente, aquele que tornou possível a existência do Releituras.

Da troca de mensagens com os leitores, acabei conhecendo o
Custódio, escritor, cartunista e saxofonista, também de São Paulo. Muito tempo depois, promovi nosso primeiro contato ao vivo, tendo me deslocado at??capital paulista especialmente para conhecer os velhos companheiros pessoalmente. Após longo relacionamento internetiano, e sem as telinhas ?nossa frente, foi uma reunião de amigos muito agradável. Em 08/12/99 nova reunião-almoço comemorativo em uma churrascaria de novo em São Paulo. O papo rolou solto das 12,30 às 17,30 horas, para desespero dos funcionários do restaurante. Custódio, como sempre, j?levou pronta a caricatura dessa confraternização (veja abaixo). E, assim, anualmente, nos encontramos para uma troca de idéias, para falarmos sobre os projetos de cada um, sobre a família, enfim, como velhos amigos.

Diante da imensa carga de trabalho em seu emprego e no Superdicas, Panizo passou a "bola" para mim, embora continue sempre sendo o conselheiro e instrutor nas horas de aperto, e a ele aqui declaro minha eterna gratidão.

Tenho 66 anos e sou casado, acreditem, desde 1971 com a mesma mulher, a santa Célia. Sou pai de Fernando, bacharel em Direito e j?advogado militante, e Mariana, formada em Propaganda e Marketing em Santa Bárbara - Califórnia (USA), também na trabalhando nessa área. Paulista de Franca, morei em diversas cidades no Estado de São Paulo, sendo que mais de 20 anos em Campinas. Estamos no Rio h?mais de 25 anos. Adoro ler, me corresponder com amigos, ouvir boa música (em especial MPB e Jazz).

Eis aqui a caricatura da reunião em Sampa:


DA ESQUERDA PARA A DIREITA: PANIZO, CUSTÓDIO E ARNALDO

O Custódio ?fera! Confira no sítio "Programa de Índio".

Nem me lembro bem como conheci a Tânia Marisa Eberhart. Consultora de RH, também atuava como executiva na área de TI, e ainda, nas horas vagas, 'brincava' de webdesigner. Ela visitou o Releituras, gostou, solicitou textos, deve ter elogiado alguma coisa e, da? partimos para uma troca de e-mails. Psicóloga e mulher acostumada a enfrentar desafios, tem sido uma excelente interlocutora. Trocamos idéias, brigamos (pouco), discordamos e damos ótimas risadas (muito), tudo como acontecido com os amigos acima citados: sem nos conhecermos pessoalmente.

Do papo quase que diário, veio a idéia de mudar a cara do Releituras, tarefa ?qual Tânia se dedicou de corpo e alma, incansável e criativa nas idéias sobre o visual, novos serviços e opções, tudo contando com a ajuda de seus amigos e um modesto auxílio por parte deste maluco que lhes escreve. Apesar de ter partido para novos rumos, ainda ?a mais importante colaboradora do Releituras. Atualmente reside em Recife (PE). Eu sempre digo que s?uma pessoa de muita sorte — como eu — consegue ter três amigos (Custódio, Panizo e Tânia) como esses na vida.

Se três ?bom, quatro não ?demais.


C
aco Xavi
er, carioca de 1958, ?filósofo e antropólogo, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro. Jornalista e ilustrador, quadrinista com formação também em artes gráficas, passou a fazer parte, com "quadrinhos quadrados" quinzenais, da "equipe" do Releituras. Publicou quadrinhos, cartuns e ilustrações em várias revistas e jornais nacionais. Foi premiado por seus quadrinhos nos salões de Humor de Piracicaba, Piau? Volta Redonda, Porto Alegre, Jundia? no Salão Carioca de Humor e na Bienal Internacional de Quadrinhos. Foi co-organizador e curador geral da I Bienal Internacional de Quadrinhos do Rio, em 1991. Editou as grandes entrevistas da revista Bundas e do novo Pasquim 21 e ilustrou texto de Carlos Drummond de Andrade para o Releituras (A língua girava no céu da boca).

Não poderia terminar sem agradecer, também, ao Paulo Ronaldo da Rosa (pelo suporte técnico) e ao cartunista, ilustrador e publicitário gaúcho Leandro Bierhals Bezerra, HALS, pela criação do logotipo do Projeto Releituras.


Abraços,

Arnaldo
®@njo

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O PROJETO RELEITURAS — UM SÍTIO SEM FINS LUCRATIVOS — tem como objetivo divulgar trabalhos de escritores
nacionais e estrangeiros. Aguardamos dos amigos leitores críticas, comentários e sugestões.
A todos, muito obrigado. Arnaldo Nogueira Júnior. ®@njo

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