Real

Maria Cilia


Admito
que o sangue escoa
que o grito ecoa
que a lágrima escorre
Admito
que a lembrança é forte
que a dor é morte
que o corpo é torpe
Admito
que o olhar se perde
que a vontade emerge
que o desejo aflora
Admito
que o fogo arde
que a ilusão abranda
que a lança sangra
Admito
que a esperança toca
que a razão eclode
que a resignação abranda
Admito!
Mas não possibilito!


Maria Cilia
é Maria Auxiliadora Furtado (1960), que mora em Curitiba (PR), é assessora jurídica na Procuradoria da República e escreve poesias por prazer. Sempre escreveu para si. Agora, segundo diz, resolveu mostrar seus trabalhos para o público leitor.

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