Poemas

Juracy Ribeiro


Jurássica

quando estou naqueles dias
é brabo deixar de escrever cartas
pode ser fatal

nos meus dias jurássicos
toda pedra no caminho
é um enorme dinossauro
toda corda bamba
é uma serpente
pra me enfocar
e me devolver
ao remetente

toda lembrança
de seu beijo
é tábua
de salvação 


Minha crueldade

no ritual de purificação
eu sou uma borboleta
que Deus segura
pelas pontas das asas
com dois dedos
sobre a vela
acesa.


Juracy Ribeiro
é assim descrita por Josie, sua amiga e também poeta: "Do frio do Paraná tem o brilho moreno nos olhos. Dos males de amor, guarda a pluma lilás na ponta dos dedos. Dos livros, dos filhos, das flores, o perfume e a força do poema". Juracy participou do livro "Mulheres de São José - Outros poemas", 1996, de onde extraímos os poemas ora apresentados (págs. 67 e 69).

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