Amargura de mulher
Guilherme Sachetti
Para Maria de Bourbon, a
mulher
que eu amo estonteantemente,
de um amor sincero e eterno!
Ninguém queira experimentar
De uma mulher sua amargura
É tão forte quanto à tormenta
E angustiante como a selva escura.
E como é malvada a mulher amada
Quando então amargurada...
Crava um punhal no peito
E antes disso prepara com alfinetadas.
Foge insana pela rua afora
Quando se não pelo mundo
Vinga-se de forma clássica
Sem perder sua postura.
O sol então se ofusca
O dia escurece em pleno verão
E os ventos assoviam
Nas tristes casas com vãos.
Naturalmente as lágrimas descem o rosto
Como se a terra as atraísse
Para que descansem no solo
Lágrimas do eterno amante triste.
Sem mais a amada,
Eterna ferida
Sem o encanto do amor
Sem mais vida.
Guilherme Sachetti
(1987) afirma que escreve por paixão. Não tem, até o momento,
trabalhos publicados.
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