O sino da igreja

Flávio Alberoni


O sino da igreja tocou de repente.
Foi logo após a chuva leve
que trouxe um pouco de frescor
a este calor do final de tarde.

Um pássaro cantou isolado
como resposta e logo percebi
como um rio uma mensagem surgir.

Não a compreendi
ou apenas não consegui
dizer em palavras.

Tomou o meu ser.
Acompanhei o som e o pássaro voando,
no meio da chuva que se afastava

O som era vivo, eu estava vivo,
e percebi você ao longe.

Parecia uma estrela, mas não era estrela,
sua luz piscava e me chamava.

Sei apenas que a noite que vem apressada,
já não é escura
e o sino da igreja soa diferente
fazendo tudo ressurgir.


Flávio Alberoni Caldas Farias (1947) faz poemas desde os seus 20 anos. Dentista por profissão, colabora com crônicas e poemas no jornal de sua Associação de Classe. Participa de duas listas na internet: Andarilhos das Letras e Editores Associados, esta última vinculada ao Jornal Café Literário. Não tem livros publicados.

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