O último poema

Manuel Bandeira



Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.



Com esses versos homenageamos o poeta
Manuel Bandeira na passagem dos 40 anos de seu falecimento (13/10/1968).


Poema extraído do livro " Manuel Bandeira — 50 poemas escolhidos pelo autor", Ed. Cosac Naify – São Paulo, 2006, pág. 35.


Manuel Bandeira: sua vida e sua obra estão em "Biografias".

 

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