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Arnaldo Nogueira Jr



Ju?Bananère
Alexandre Marcondes Machado

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Uvi strella

Ju? Bananère


Che scuit?strella, n?meia strella!
Vuc?st?maluco e io ti dir?intanto,
Chi p'ra iscuitalas moltas veiz livanto,
I v?d?una spiada na gianella.

I passo as notte acunversando c'o ela.
Inguante che as outra l?d'un canto
St?mi spiano. I o sol come un briglianto
Nasce. Oglio p'ru ceu: — Cad?strella!?

Direis int? ?migno inlustre amigo!
O chi ?chi as strellas ti dizia
Quando illas viero acunvers?cuntigo?

E io ti dir? - Studi p'ra intendela,
Pois s?chi gi?stud?Astrolomia,
?capaiz di intend?istras strella.


Ju?Bananère
(Alexandre Marcondes Machado), paulista que se tornou popularíssimo no Brasil pela irreverência de suas paródias a sonetos de Camões e de Olavo Bilac, a poesias de Casimiro de Abreu e de Guerra Junqueiro, como pelas sátiras políticas contra o marechal Hermes da Fonseca e outros figurões da velha República. Parodiou também La Fontaine e Machado de Assis, escrevendo em dialeto macarrônico, numa imitação dos habitantes de origem italiana do Abaixo-Piques, bairro de São Paulo. Deixou um livro, apenas, "La divina Increnca", cujo êxito foi sensacional, e que ?nos dias de hoje uma raridade bibliográfica. Otto Maria Carpeaux, em interessante estudo, considerou Ju?Bananere um premodernista, principalmente pelo fato de ter começado a tratar de forma irreverente as produções do romantismo e do parnasianismo, at?então levadas muito a sério.


Extraído de "Antologia de Humorismo e Sátira", Editora Civilização Brasileira - Rio de Janeiro, 1957, pág. 305, seleção de R. Magalhães Júnior.

 

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