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?Projeto Releituras
Arnaldo Nogueira Jr



Joyce Cavalccante


Raquel em Dezembro

Joyce Cavalccante


Dezembro tem coisas que os outros meses não têm. Coisas absurdas, inusitadas ou previsíveis e um brilho de deixar qualquer um cego. Pelo sol tropical ou pelas luzes dos enfeites natalinos. O colorido das ruas se estende ao coração, que bate mais rápido. Os sabores são mais intensos. Tudo parece nosso. Tudo parece fácil. Hora de iniciar sonhos. Abraças compromissos. Depois a gente d?um jeito.

Dezembro ?sempre assim, desde quando nasci.

No começo do mês têm inicio as férias. Ou aquelas férias que vêm para nos livrar de nós mesmas, nos fazer melhor, ou as férias escolares, para a sorte de quem estudou e passou de ano e para a não sorte de quem malandrou.

E em dezembro tem Raquel. Minha amiguinha que aparece apenas nessa época do ano, como se fizesse parte da decoração de natal.

— E ai Raquel, foi bem nas provas? passou de ano? — Pergunto. Estou de passagem.

—  Ela ?estudiosa —  responde sua mãe, a quem chamam Loura, sorrindo.

—  Que bom. Bom pra ela que agora pode curtir as férias. —  Comento.

— Que nada. Que férias. Nada de férias. Ela tem que me ajudar. —  Toma a palavra mais uma vez a mãe.

Me despeço e entro no banco pra pagar umas contas e pegar um pouco de dinheiro. Uns trocados de algibeira, como diria meu av?se fosse vivo, se referindo aquele dinheirinho que carregamos para pagar o cafezinho, comprar o pão, dar uma esmola e eventualmente não irritar o assaltante.

Na volta passo pelas duas novamente, filha e mãe. Essa ?uma vendedora ambulante que finca sua banca na esquina de duas grandes avenidas do meu bairro. Vende imitações de relógios de marcas caras. Imitações perfeitas. Todas vindas da China ou do Paraguai. Todas ali ao alcance da mão e do bolso de qualquer um. 

O calor est?de rachar. Dezembro ?assim. Sorrio e pergunto ?Loura se posso levar Raquel comigo, pra tomar um sorvete. A sorveteria ?bem pertinho. H?uma quadra dali. Pelo sorriso da menina j?vejo que agradei. 

—  Pode ir. Mas se comporte Raquel  — Recomenda ainda a mãe.

Seguro a menina pela mão. Ela me segue saltitante e estabanada, como ?próprio desse pessoal de dez anos.

— J?pensou que sorvete vai pedir? — pergunto pra provocar a expectativa.

—  Não sei. Quantos sabores posso escolher? 

—  Quantos agüentar.

—  Jura?

—  Juro. Pode tomar o tanto que quiser e de quantos sabores quiser. Mas não pode estragar. — Recomendei.

—  E posso repetir?

— Melhor repetir do que encher a taça demais e não agüentar.  Quem faz isso tem o olho maior do que a barriga.

—  J?estou com água na boca. —  Disse Raquel me olhando com os olhinhos amarelos, quase verdes.

Como era de se esperar, numa tarde de dezembro, de férias, e de calor, a sorveteria estava lotada. Aguardamos uma mesinha na calçada. Gosto de tomar meu sorvete com calma, sentada, olhando o movimento enquanto lambo e me delicio com  aquele sabor geladinho, agredindo minha garganta.

—  Voc?s?gosta de sorvete limão? — Me pergunta a garota.

—   Hoje sim. Mas amanh?posso mudar de idéia. E voc?

—  Bom. Eu gosto de todos.

— Que ótimo. Então da próxima vez vamos fazer assim. Vamos pedir o cardápio e dizer pra garçonete: Por favor, uma bola de cada.

Fiz a menina rir. Riu tanto. S?parou pra sorver o cone multicolorido que segurava na mãozinha morena, ainda infantil. 

—  E quando vai ser a próxima vez? — pergunta interessada.

— Quando eu passar por vocês, pra ir ali no banco. — E aponto o prédio do banco com o queixo.

— E vai ser logo?

— Vai. Pode ficar descansada.

— Meu pai gostava muito de sorvete. Como eu. Também. Mas não podia tomar porque era diabético. 

— E aonde est?ele?

— Morreu no ano passado.  — Disse a menina baixando a vista. Acho que at? querendo chorar.

— Que pena. E voc?ainda sente muitas saudades dele, não ?

— Sim. A gente era muito apegado. Nossa vida era diferente. Ele trabalhava e a mãe ficava comigo em casa. Ele era muito ciumento e não queria que ela fosse trabalhar na rua.  Mas ai morreu, e ela teve que vir vender relógio. Antes era ele quem vendia.

— São uns relógios muito bonitos, não são? —  Comentei para mudar de assunto. Não queria entristec?la.

— Nossa. Se são. Tem gente que compra um monte assim. Deste tamanho. — E mostrou o tamanho do monte com as mãozinhas. — Outro dia um homem comprou dez de uma s?vez. Passou a tarde escolhendo. Disse que era para dar de presente aos colegas. 

Raquel, fez um silêncio pequeno. Depois continuou: 

—  Mas eu acho que não era para os colegas, não. Era pras namoradas. E sabe porque? — perguntou sorrindo.

— Não posso imaginar. — Disse eu.

— Porque eram todos modelos de relógios de mulher. Todos.

— Ah. Se ?assim voc?pode ter razão. Claro. ?  Concordei. Também fiz um breve silêncio e depois continuei:

— Eu mesma também vou comprar alguns, pra dar de presente. Pena que não venham numa caixa. Precisavam vir numa embalagem bonita. Impressionariam mais.

— Eu sei. Eu sei. J?falei isso pra mãe. Mas não se preocupe. Eu ensino a voc? onde pode encontrar umas embalagens lindas, com cara de presente de Natal. —  Disse-me prestativa.

Entreguei-a ?mãe e fui embora, caminhando at?minha casa. Sai pensando. Tão bonitinha, tão simpática. Viva. Desabrochando. Magrinha, mas bem alta para  a idade. Olhos verdes, com raios amarelos e muito falantes. Pele morena, um pouco por sol um pouco por raça. E tão agradável e simpática que todos que passavam sempre por ali, não se recusavam a falar com ela, brincar, cumprimentar, quando não adot?la, como fiz. 

Linda menina. Integrada a um bairro luxuoso, como esse, ela parecia não notar a vida difícil que levava.

Mais uns diasinhos e precisei passar pela banca da Loura outra vez. Raquel estava entretida, atendendo a uma senhora idosa que escolhia um modelo clássico. Dei um aceno e entrei no banco. Na volta parei pra conversar e receber um lindo sorriso da menina. A mãe informou:

— Ela estava louca pra ir atrás de voc? Mas eu não deixei. 

— Porque? Devia ter deixado. Não fazia mal. 

— Voc?ganhou uma f?— Disse a mãe rindo.

Eu sorri toda prosa. E convidei:

— Então vamos minha f? tomar o nosso sorvete?

— Posso, mãe?

— Pode. Mas não demore muito. Raquel. Olhe l? Voc?tem que trabalhar. Não ?pra me deixar aqui sozinha e sumir.

Caminhando perguntei:

— Me conta Raquel. Como ?que voc?faz pra ajudar sua mãe?

— Ora. Eu fico ali vendendo junto com ela. Fico mostrando os relógios. Dizendo que são bonitos. Abotoando eles no braço das pessoas. Ou vou correndo ali no seu banco, trocar dinheiro quando falta troco. Fico fazendo o que ela manda. E também quando a mãe precisa ir no banheiro, ali no supermercado, eu fico sozinha tomando conta da mercadoria.

— Sozinha? — Me espantei.

— ? Mas a mãe fala para os motoristas de táxi, ali do ponto, ficarem de olho. 

— Eu sou boa vendedora, sabia? Igualzinha ao meu pai.

— E sua mãe, não ?boa vendedora?

— Ele ?meio molenga. Se o freguês não quiser comprar ela não insiste. Eu não, eu insisto e empurro pela goela se precisar. Meu pai era assim.

— Quero pedir para voc?escolher três relógios bem bonitos, pra mim. Um de homem e dois de mulher. 

— Deixe comigo. Vou escolher tudo bom, bonito e barato. Voc?vai ver.

— Sentamos na mesinha como da vez passada, e assim que a garçonete se aproximou, ela me consultou falando baixinho:

— T?valendo aquilo da outra vez?

— O qu?

— Eu posso tomar o tanto de sorvete que eu quiser, s?não posso estragar?

— Claro.  T?valendo.

Enquanto a bandeja com os nossos sorvetes não chegava, ficamos conversando:

— Todo dia eu rezo pra Deus não me deixar ficar diabética. Senão vou ter que parar de tomar sorvete. 

— Pois vou lhe dar uma boa noticia. Deus escutou as suas preces. J?inventaram um sorvete que os diabéticos podem tomar. 

Nunca vi ninguém tão feliz. Ela iluminou-se quando ouvia a noticia, e me beijou. 

—  Aonde tem pra comprar? Aonde tem esse sorvete? Me diz. Me diz.  ? Pedia e pulava na cadeira como uma boneca de molas.

— Aqui, nessa sorveteria deve ter. 

— Pois j?sei o que vou dar de presente de Natal pra minha mãe. Esse tal sorvete. 

— Ela também ?diabética?

— Também. Coitada. Mas ela não ?teimosa como meu pai. Ela não come doce de jeito nenhum. Ela se cuida. Vai ao posto de saúde procurar os remédios. Eles sempre estão faltando,  mas quando ela consegue toma bem direitinho. Toma at?uma injeção. Uhgggggggg. Horrível. Eu não gosto nem de olhar.

—  Olha ai. Teu sorvete que est?derretendo. ? Falei para mudar de assunto. Não queria nenhuma abordagem que machucasse a garota. 

Depois do sorvete pedi um caf? E fomos. Passamos por uma agência de viagem. Ela me contou que, nesse ano, elas iriam viajar logo depois do Ano Novo. 

— Pra onde vocês vão?

— Depende. A mãe quer ir para o Nordeste, mas não sei se o  dinheiro vai dar. Voc?conhece o Nordeste?

— Sim. Agora vamos. Vamos senão sua mãe não deixa mais voc?vir. 

Puxei-a pelo braço, senão ela não desgrudava nunca mais da vitrina, observando os destinos turísticos oferecidos.

Passamos pelo ponto de táxi aonde deveriam estar os motoristas amigos. Mas não havia nenhum. Dezembro ?assim mesmo.

O calor andava no ar. Como nunca. Filas por todas as partes. Lojas lotadas. Ônibus lotados. Táxis ocupados. Trânsito caótico. Barulhento. Ruas intransitáveis. Multidão nas ruas carregando sacolas. 

Eu fico muito impaciente nessas situações. Compro sempre meus presentes com bastante antecedência. Por isso, sa?de casa exclusivamente, pra buscar os três relógios que encomendara ?Raquel. Ela não estava l? Que pena. Estava com uma forte gripe e muito enjoada.

— Ficou na casa de uma vizinha. — Disse-me a Loura.  — Mas amanh?ela vai estar aqui, se Deus quiser.

— Pois então eu vou deixar pra comprar amanh? Senão ela vai ficar chateada.

—  Melhor assim. — Concordou a Loura. — Melhor assim. Pra falar a verdade, eu nem sei quais são os relógios que ela escolheu pra voc? Escutei ela dizer que ia cuidar disso e foi s?

Mas no dia seguinte não deu pra ir buscar minha encomenda. S?fui no outro.  L? estavam as duas rodeadas de gente, todos querendo comprar por 10 um presente que valia 100. Quero dizer: os relógios da Loura impressionavam. Dei um para minha secretária, dourado. Reluzente. Ela adorou. Dei um outro, aquele de modelo masculino, para o motorista de minha irm? sujeito prestativo que fazia inúmeros favores pra mim. E o terceiro, esportivo, fiquei com ele. Serviria para cronometrar minhas corridas no parque. 

As festas natalinas aconteceram como sempre. A enorme árvore iluminada no meio da sala. Todos de roupa nova entre presentes e perus. Farofa. Rabanadas. Amêndoas, frutas secas. Uma coisa que adoro ?pegar da mesa um damasco, ou uma tâmara, ou uma ameixa seca, parti-la ao meio e reche?la com uma noz.  Faço isso apenas nessas festas, para não perder o encanto como acontece com tudo que vira rotina. 

?tão bom Natal. Não sei porque passa tão rápido. Vem e vai numa velocidade inacreditável. Em um dia estamos em pleno clima de festas e fraternidade, a música tocando, as guirlandas decorando a cidade, o coração dilatado. E na semana seguinte aparecem os empregados da prefeitura desmontando a decoração. Raquel some. As férias se acabam.  O ano começa e quando se nota j??julho. Agosto, setembro, outubro, novembro vêem como uma avalancha atropelando-nos a vida. O ano levou o tempo de uma piscadela, para passar. Passou.

E ?dezembro outra vez. Depois de quase um ano de sumiço, voltam Raquel e Loura com sua banquinha armada na mesma esquina, vendendo relógios, que dessa vez estão mais bonitos do que antes e pelo mesmo preço. Não questiono se aquilo ?mercadoria ilegal. Se são contrabandeados. Se elas não pagam impostos como os outros comerciantes. Se eu fosse questionar, questionava outras coisas muito mais questionáveis.

Minha amiguinha estava mais crescida, nesse dezembro, e seu o corpo j?mostrava desenhos de mulher. 

— Ela est?com doze anos. —  Me informa a mãe.

— Quase treze. Meu aniversário e no final de fevereiro. ? Explica a tempo, a menina. Querendo porque querendo ser mais velha.

—   Então, vamos tomar nosso sorvete?

—  Vamos. Vamos. Voc?deixa não ? mãe?

—   V? Mas volte logo.

—   Senão voc?morre de saudades. —   Brincou a menina.

—  Morro. De saudades e de não poder trabalhar sozinha. Tem muita gente para atender. E voc?sabe.

—   Aquilo?

—   Sim. Aquilo.

Fiquei intrigada com aquela combinação, espécie de código entre as duas. Mas nada perguntei. Foi a própria Raquel , tagarela que era, quem satisfez minha curiosidade:

— Os fiscais da prefeitura estão pegando todo mundo que trabalha sem licença. Nessa época do ano. Voc?sabe. Eles querem a caixinha de Natal. Quem não d?se ferra. Por isso eu preciso voltar logo para perto da minha mãe.

Tomamos nosso sorvete e voltamos. Eu não acreditei muito naquela história de perseguição. Achei que fosse fantasia de criança. Nem levei a sério.

—  Preciso de mais três relógios, querida.  Modelo esportivo. Queria um branco de plástico para dar de presente a minha médica.

—  Porque voc?não leva quatro. Faço um precinho bem legal.

—  T?bom. Quatro. Ponha mais um. Um infantil.

—  Garoto ou garota?

— Garoto. Um gatinho. Vou te apresentar. Quer? ? Disse pra abrir sua curiosidade. Disse pra brincar.

Raquel sorriu. Feliz com o sorvete e o com o bom negócio que acabara de fazer, duas coisas que visivelmente lhe davam prazer. Com a perspectiva de conhecer um garoto, no entanto, ela ainda não estava se importando. 

Quando nos despedimos, deixamos combinados que eu viria buscar a encomenda na tarde do dia seguinte. 

Faltavam apenas dois dias para o Natal e o mundo parecia ter mais gente do que comportava.

L?fui eu, então. Fui ser testemunha de uma cena de tristeza explicita.

Bem na hora em que eu estava quase chegando, parou junto a banca da Loura um carro grande e preto. Um furgão. Dele desceram uns cinco caras, de colete amarelo, atropelando todos que viam pela frente. Fisionomia de quem tem poder. J?desceram empurrando a Loura pra cima do muro. J?desceram sabendo o que iam fazer. Como fazer. Contra quem fazer.

A Loura ainda tentou negociar. Chamou  para um cantinho um deles, aquele que parecia ser o chefe, e fez força para convenc?lo a deix?la em paz. O homem foi irredutível. Deu uma ordem e os outros começaram e enfiar dentro de um saco toda a mercadoria da pobrezinha. Era como se fossem o Papai Noel ao contrário. 

Juntou gente. Os motoristas de táxi, seus amigos, a tudo assistiam sem poder fazer nada. Os conhecidos fregueses da Loura, pasmos, impotentes, aguardavam o desfecho. O multidão começou a vai?los.

Irritados, então os fiscais chutaram a tosca banqueta de madeira, estraçalhando-a. Ela, a Loura, perdendo a calma, gritava. Pedia. Implorava que não fizessem aquilo pois era o sustento da filha. Não a escutaram. Da?ela avançou pra cima deles, procurando recuperar suas coisas. Valente aquela mulher. Eles a empurraram. Ela caiu e o nariz começou a sangrar.

Raquel gritava. Gritava. Gritava e chorava. Estava vermelha e descontrolada. Cheguei mais perto na esperança de afast?la do burburinho. Queria poup?la. Ela não quis. Plantou-se ao lado da mãe dando pontapés nos fiscais, arriscando-se. A Mãe gritava, mandando que  ela saísse dali, e ela nada.

No empurra-empurra o saco dentro do qual estavam os relógios confiscados, se rasgou, fazendo chover lindos relógios no chão, parecendo at?um milagre de Natal. 

Raquel, que não era mole, recolheu o que pode jogando-os dentro de uma sacola de compras que eu trazia na mão. Limpou o chão com a maior rapidez. Todos que assistiam aquele drama pareciam aliviados.

Os fiscais começaram a notar o que estava acontecendo, e, antes que tivessem qualquer reação, eu a puxei pelo braço com força e entrei com ela sacola e tudo dentro do banco. Eles viram. Com certeza viram. Mas jamais teriam coragem de perseguir e enfrentar uma aristocrática e bem vestida senhora, cliente de um grande banco, em um nobre bairro. Foi assim.

Enquanto consolava Raquel, pedi a alguém para avisar a mãe, l?fora, que ela estava segura.

A menina examinava, contava e recontava os relógios resgatados. Fazia as contas e dizia que iam ter um péssimo Natal nesse ano. Chorava. 

Mandei que enxugasse olhinhos e assoasse o seu nariz com lencinhos de papel que a gerente do banco ofereceu. Todo mundo se envolvia, tentando consol?la.

Ela parecia inconsolável, mas mesmo assim me escutou atentamente:

—  Isso vai passar, Raquel.  Isso vai passar. No Natal do ano que vem voc? nem lembrar?mais do que aconteceu hoje. Tudo vai passar a ser apenas uma lembrança desbotada. Voc?vai ver. Ano que vem a sua mãe j?ter?se recuperado do prejuízo e vocês poderão novamente ter uma Noite Feliz.

Olhe Rachel, graças a Deus a gente esquece as coisas más que nos acontecem, embora, lamentavelmente, também nos esqueçamos das boas coisas. 

Isso voc?tem que aprender Rachel. E se tem que aprender  de alguma maneira, ser? melhor que aproveite e aprenda agora, para não sofrer desnecessariamente. Acredite em mim. Com o tempo, tudo se transforma em passado e fica igual.


Joyce Cavalccante ?uma atuante escritora do nosso tempo. Autora de oito livros de ficção, participa de mais de uma dezena de antologias. Suas obras estão traduzidas em cinco idiomas. ?presidente da REBRA - Rede de Escritoras Brasileiras. Nasceu em Fortaleza, Cear? Brasil. Mora em São Paulo h? alguns anos, cidade aonde vive em estado de permanente criação.

Livros individuais:

 — De dentro para fora - Ed. Referência - S.P. - 1978 - Romance.

— Costela de Eva - Global Ed. - S.P. - 1980 - Romance.

— Livro & objeto - Massao Ohno Editor - S.P. - 1980 - Poemas em prosa.

— O discurso da mulher absurda - Global Ed. - S.P. - 1985 - 2? edição  -  Ed. Maltese - SP - 1994. Contos.

— Retalhos místicos - John Dôo Editor - S.P. - 1988 - Álbum de serigrafias e poemas em parceria  com o artista Élvio Becheronni. Texto bilíngüe em português e inglês.

— Inimigas íntimas - Ed. Maltese - S.P.  -  1?edição 1993 - 2? edição - Ed. Maltese - S.P. 1994 – Romance

— Inimigas íntimas - IUniverse publiisher – NYC. – 2nd  edition 2000. Novel. 

— O cão chupando manga – Ed. Bertrand Brasil – 2001 – RJ – Romance.

—  Noites masculinas – SER - Selo Editorial REBRA – 2007 – S.P. – Teatro. 

Livros coletivos:

— Contos pirandelianos - Ed. Brasiliense - S.P. - 1985 - Antologia com outros autores entre eles: Ignácio de Loyola Brandão, Mário Prata e Caio Fernando Abreu.

— O outro lado do olhar - Verano Ed. - Brasília - 1988 - Antologia com outras autoras entre elas: Samira Abrahão e Beatriz Alcântara.

— Contos paulistas - Ed. Mercado Aberto - Porto Alegre - 1988 - Antologia com outros autores entre eles: Lygia Fagundes Telles, Marcos Rey, Roberto Schwarz, Ignácio de Loyola Brandão e Sílvio Fiorani.

— Antologia do conto cearense - Ed. Tukano - Fortaleza - 1990 - Antologia com outros autores entre eles: Artur Eduardo Benevides e Moreira Campos; prefaciada por Rachel de Queiroz.

— Contra lamúria , Ano 20, 1974/1994 - Casa Pindaíba - São Paulo - 1994 - Antologia  comemorativa de vinte anos de literatura do grupo literário “Pindaíba”.

— O talento cearense em contos - Ed. Maltese/ Secretaria de Cultura do Estado do Cear?- São Paulo - 1996 - Antologia com outros  autores.

— Letras ao sol - Ed. Fundação Demócrito Rocha - Fortaleza - 1996 - Antologia com outros autores cearenses organizada por Oswald Barroso e Alexandre Barbalho.

— Talento feminino em prosa e verso I – SER - Selo Editorial REBRA – São Paulo 2002 – Antologia com outras autoras brasileira prefaciada pela professora Nelly Novaes Coelho.

— Talento feminino em prosa e verso II – SER - Selo Editorial REBRA – São Paulo 2004 – Antologia com outras autoras brasileira prefaciada pelo professor Steve Butterman, PHD - Universidade de Miami, USA.

— Presente de Natal em prosa e verso — Selo Editorial REBRA – São Paulo 2004 – Antologia com outras autoras brasileira.

— O amor que move o sol e outras estrelas – SER - Selo Editorial REBRA – São Paulo 2005 – Antologia com outras autoras brasileiras prefaciada pela professora  Marisa Lajolo.

—  O talento delas –  Selo Editorial REBRA – São Paulo 2007 – Antologia com outras autoras brasileiras,  prefaciada pela poeta Neide Archanjo.

— O talento brasileiro em prosa e verso  –  Selo Editorial REBRA – São Paulo 2008 – Antologia com outras autoras brasileiras,  prefaciada por Ana Mae Barbosa.

— Memórias de Natal - Ed. Audiolivro - 2008.
 
Pôster:

— Teu corpo - Ed. Scortteci - S.P.- 1982 - Poema com ilustração da artista plástica Gretta Sarfatty.

Out door:

— Poema sobre São Paulo - Poesia exibida nas ruas de São Paulo em janeiro de 1988, fazendo parte das comemorações do aniversário da cidade.

Obras traduzidas:

— Intimate enemies: no Sin South of the Equator - –IUniverse publiisher – NYC. - 1st  edition 2000. Novel. Obra traduzida por Leland Guyer.

— Brasiliansk Litteratur _ Fran Urskg Till Megadtad  - Antologia de literatura brasileira  publicada na Suécia pela Editora Fabians Forlag, 1994. Obra traduzida por Arne Lundgren.

— Mystic fragments - Poemas em prosa. Brazzil Magazine.Year 8, #133. Jan 1997, pag. 38. California. USA.

— L'uomo che aveva un pesce fra le gambe – Conto. Narrasud, scritti e percorsi migratori, revista bimestrale – anno I – n 2, pag. 42.

—  Rio Erótico –  Livro de arte fotográfica em parceria com outros autores, legendando as fotos de Otto Stupakoff. ReganBoooks-HaperCollins Publisher - Nova York 2006.

— Noches masculinas – Teatro – 2007 – SER-Selo Editorial REBRA -  Cadiz – Espanha – 2007.

Obras inéditas:

Entre a tarde e a noite - peça radiofônica

Entre o ver e o imaginar – novela infanto-juvenil

Reposição – Peça teatral

Longos trechos de dias líquidos – Contos (no prelo)

A coisa dentro da coisa - Infantil

Obras em realização:

História da literatura feminina no Brasil  - ensaio

Deus ?brasileiro mas mora em Miami – romance

A festa contínua – ficção em capítulos, publicada mensalmente na revista RSVP,  que circula encartada na revista CARAS.


O conto "Raquel em Dezembro" ?parte do audiolivro "Memórias de Natal" (
www.audiolivro.com.br), com textos de autoria da escritora.

Visite seu site:
http://www.joycecavalccante.com

Leia o texto. Compre o livro.

 

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