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H. L. Mencken
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Pensamentos de H. L. Mencken
· Nunca deixe que seus inferiores lhe façam um favor. Pode custar-lhe caro.
· Um homem educado é aquele que nunca bate numa mulher sem ter um motivo justo.
· Imoralidade é a moralidade daqueles que se divertem mais do que nós.
· As únicas pessoas realmente felizes são as mulheres casadas e os homens solteiros.
· Todo homem decente se envergonha do governo sob o qual vive.
· Mostre-me um puritano e eu lhe mostrarei um filho da puta.
· Digam o que disserem sobre os Dez Mandamentos, devemos nos dar por felizes por eles
não passarem de dez.
· O principal conhecimento que se adquire lendo livros é o de que poucos livros merecem
ser lidos.
· Pelo menos numa coisa homens e mulheres concordam: nenhum deles confia em mulheres.
· De fato, é melhor dar do que receber. Por exemplo: presentes de casamento.
· A consciência é uma voz interior que nos adverte de que alguém pode estar olhando.
· Os solteiros sabem mais sobre as mulheres que os casados. Se não, também seriam
casados.
· O adultério é a democracia aplicada ao amor.
· A fé pode ser definida como uma crença ilógica na ocorrência do improvável.
· Quanto mais envelheço, mais desconfio da velha máxima de que a idade traz a
sabedoria.
· Pode ser um pecado pensar mal dos outros, mas raramente será um engano.
· O cristão vive jurando que nunca fará aquilo de novo. O homem civilizado apenas
resolve que será mais cuidadoso da próxima vez.
· Os homens se divertem muito mais que as mulheres. Talvez porque se casem mais tarde e
morram mais cedo.
· Nunca superestime a decência da espécie humana.
· Incrível como meu ódio pelos protestantes desaparece quase por completo quando sou
apresentado a suas mulheres.
· É difícil acreditar que um homem esteja dizendo a verdade quando você sabe muito bem
que mentiria se estivesse no lugar dele.
· A guerra contra os privilégios nunca terá fim. Sua próxima grande campanha será a
guerra contra os privilégios especiais dos desprivilegiados.
· Padres e pastores são cambistas esperando por fregueses diante dos portões do Céu.
O jornalista, crítico e filólogo H. L. Mencken (Henry Louis Mencken)
nasceu em Baltimore, Maryland, no dia 12 de setembro de 1880 e estudou no Baltimore
Polythecnic. Tendo começado sua carreira jornalística como repórter, Mencken
veio a exercer cargos editoriais em diversos jornais e revistas. Morreu em sua cidade
natal na noite de 28 para 29 de janeiro de 1956. Os pensamentos acima, dão uma dimensão
variada do estilo e incisividade do autor. Em pessoa, ele era mais conservador do que por
escrito. Sua idéia de uma noite feliz era ouvir e tocar Brahms e Schubert, se bem que ele
e seu amigo Nathan (autor da frase "bebo para tornar os outros interessantes")
tomaram pileques homéricos, enquanto riam dos outros.
Esses pensamentos fazem parte do capítulo "Sententiae" de "O livro dos
insultos de H.L. Mencken", uma seleção e tradução de Ruy Castro para a
Companhia das Letras - São Paulo, 1988, pág. 219.
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