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Arnaldo Nogueira Jr



Godofredo de O. Neto


Fila sem-bagagem

Godofredo de Oliveira Neto


Que ela não gostava de café pela manhã eu sabia, de manhã só gosto de chocolate frio, o café me dá gastrite, ela resmungava. O que eu não sabia é que durante o dia se entupia de cafezinho no escritório de arquitetura, não que eu goste, é que o cafezinho me ajuda a passar o tempo entre pranchetas, réguas e lápis. Descobri, ainda, que ela não gostava de nada sobre o corpo na hora de dormir, curto dormir nua, até no inverno de Nova York ou de Paris durmo pelada embaixo dos cobertores. E, finalmente, eu conhecia de cor e salteado um grande número de palavras e expressões que saíam daqueles lábios carnudos de atriz de cinema italiano, provavelmente úmidos nos momentos de prazer, os pés batendo na parede, a cama rangendo, o abajur, ou coisa parecida, derrubado, os suspiros longos, os gemidos mistura de dor e júbilo sempre diferentes. Do trabalho de arquitetura regado a café ouvi da amiga no elevador: você, Roberta, vai ganhar o prêmio de maior tomadora de cafezinho de todos os escritórios de arquitetura do Rio de Janeiro, depois não reclama de dor de estômago, é, Sandra, sabe o que é, não que eu goste, é que o cafezinho me ajuda a passar o tempo entre pranchetas, réguas e lápis. As outras manias de Roberta eu ouvi do meu quarto, contadas por ela própria. Ainda agora tenho a impressão de conhecer Roberta intimamente, os seus reais cansaços, os seus desejos, entender as suas insônias, destrinchar os seus sonhos quando fala dormindo. Sei mais sobre ela que sobre mim. Logo de cara pensei ter encontrado a pessoa de que eu precisava, embora tenha descoberto, pelos ruídos e pelas juras, que podia não ser necessariamente como eu achava e queria.

A cama em que ela dormia ficava a alguns centímetros da minha, só a parede separando. Quarto com quarto. Se não fosse o número 602 e 601 na porta de entrada, dava pra dizer que era o mesmo apartamento. Aquela proximidade se transformava, porém, numa monumental distância dentro do elevador. O meu bom-dia apenas ressoava baixinho num tímido eco, bom-dia, nada mais, só o bom-dia como inaudível saindo dos lábios italianos. Quando a porta se abria, ela escapava quase correndo em direção à rua ou ao 602. Aqueles olhos castanhos, ligeiramente estrábicos, não me viam no elevador, para Roberta eu não existia, essa era a impressão que dava. Mal imaginava ela, no entanto, que eu entendi, desde a primeira noite, o quanto podia ser carinhosa. Meu bem, meu amor, meu garoto, meu homem, meu macho, o melhor de todos, o que me faz voar como uma ave, como uma borboleta, como uma fêmea de verdade. E no elevador, só comigo, aquela carranca! Eu nem sabia quem era realmente Roberta. O porteiro deu algumas informações. Mudou pra cá dois dias antes do senhor, veio só com duas malas, o apartamento dela também é de temporada. Eu estava alojado ali profissionalmente, corria o Brasil inteiro analisando relatórios de colegas da Sons and Sons Consultoria e fazendo relatórios de relatórios. Dessa vez era no Rio. Você vai para o apartamento que a gente tem lá no Leblon, explicitou a chefe de pessoal da Sons and Sons. Talvez Roberta também estivesse no 602 por conta da firma de arquitetura.

No meu quinto dia carioca as palavras que ouvi já na primeira noite voltaram. Foi quando, justamente, ela disse que gostava de dormir sem roupa. Seu companheiro devia ser corretor da Bolsa de Valores, ou pelo menos um investidor profissional. Falaram da queda de ações, de investimentos, das desvantagens da aplicação em dólar, da cotação do ouro. A cama, de repente, passou a ranger ao sabor do mercado financeiro, as ações subiam num ritmo alucinante, lembravam os gritos dos corretores na Bolsa, Roberta é quem mais aplicava nas ações preferenciais, vem meu homem, esse perfume caro, cheiro de dinheiro novo, não deixa baixar, você sabe como investir, aplica mais, investe, isso, investe meu príncipe lindo, musculoso, perfumado, de pele lisinha, eu sou e sempre serei mulher de rico, esse é o meu mundo, essa é a minha vida. Entre beijos e pecúnias, amaram-se até às três da madrugada como só dois amantes perdidamente apaixonados e em pleno cio são capazes de amar. Imaginei o corpo esbelto de Roberta convulso, o rosto crispado de prazer, a falta de ar, os cabelos esvoaçando, os braços enlaçando com força o seu homem preferido. Na tarde da sexta-feira, após aquela noitada com cheiro de mercado de capitais, passei numa loja da Buenos Aires, perto da sede da Sons and Sons. Terno cinza, gravata vermelha com desenhos, camisa azul-claro, sapatos sociais. Saí da loja com o traje novo, carregando na sacola a roupa esporte com que fui trabalhar. O táxi me deixou no cruzamento da Ataulfo de Paiva com Aristides Espínola. Sentei numa mesa da pizzaria da esquina, à espera de Roberta. Entre oito e meia e nove horas ela chegava num rádio-táxi vinho, eu já tinha visto duas vezes, e o porteiro confirmado que ela voltava sempre na mesma hora. Da pizzaria dava para ver o nosso prédio, na outra esquina, com entrada pela Aristides Espínola. Eu ia pagando os chopes um por um, quando a visse zarparia. Uma hora de espera e o táxi vinho estacionou na frente do prédio. Atravessei a rua correndo. Ela já estava na portaria e me viu chegar meio esbaforido. Boa-noite, que dia estafante, "Boa-noite", ela respondeu num sussurro. Usava saia preta, muito curta, uma camiseta azul enfiada displicentemente no corpo, sapatos baixos, também pretos. Os cabelos negros impecavelmente penteados e brilhantes roçavam os ombros. A situação da economia mundial vai influir diretamente no mercado de capitais do Brasil, ainda assim acho melhor aplicar em ações do que em ouro ou dólar. Eu disse a frase olhando para o chão e para as luzinhas do elevador, num tom alternando certeza e dúvida. Ela nada respondeu, mantinha os olhos colados num canto da parede. Aproximou-se, logo em seguida, uma mulher com sotaque português se queixando do calor. O T se acendeu, entramos os três. A hóspede do elevador apertou no 7, Roberta no 6, eu pressionei de novo o 6. Mas, apesar de tudo, é possível fazer bons negócios na Bolsa do Rio, hoje consegui ganhar um bom dinheiro com a subida inesperada de certas ações, suspirei. A mulher não entendeu, Roberta olhava para a porta pantográfica, ansiosa para chegar a algum lugar. O número 6 apareceu com a parada súbita do elevador, Roberta deu "Boa-noite", acho que serviu para os dois pois eu, já no corredor, repeti "Boa noite", ela não respondeu. Fez, é verdade, uma ligeira menção com a cabeça, meio indecifrável. Na segunda-feira repeti a operação. Ela estava vestida quase como na sexta, só a camiseta era vermelho-sangue. Não sei se as ações vão se manter nesse patamar até o final do ano, alguns clientes têm me perguntado, hoje um investidor aplicou comigo mais de oitenta mil dólares. Ela mal olhou para a frase. Subíamos os dois sozinhos no elevador. Julguei ouvir um "É verdade", baixinho. Na despedida, nada. O "É verdade" valia como cumprimento e despedida. E naquela mesma noite foi um escândalo. A voz masculina era outra. Falavam dos índices sociais catastróficos do Brasil, de luta armada, de eleições presidenciais, até de revolução permanente. Quer dizer, mais ele é que falava. Sem greve e sem porrada a gente não consegue nada. O escândalo veio depois, na cama. Foi um deus-nos-acuda. Meu revolucionário, gosto de homens de idéias, adoro essa barba, isso é que é homem, vem meu guerrilheiro, vem, desfralda essa bandeira, punhos fechados, o cabo da foice e do martelo pra cima, isso, só consigo viver com homens politizados, que lutam contra as injustiças sociais, esse é o meu mundo. O combate deve ter durado a noite inteira, parecia guerra mesmo. Acabei adormecendo lá pras duas da manhã, talvez estivesse entrincheirado, lutando, a baioneta calada. Naquela terça aposentei o terno. Na hora do almoço, comprei, na mesma loja da rua Buenos Aires, uma camiseta preta com a cara do Che Guevara na frente, um jeans desbotado e sandálias de couro. Não tinha me barbeado de manhã. A colega de trabalho notou: Você está com cara de cansado hoje, Amâncio, dormiu mal? Daqui a alguns dias você vai voltar pra Belo Horizonte, não pode ir com essa cara, e o relatório, vai conseguir acabar? É, Jaciara, dormi muito mal, quanto ao relatório não se preocupe, até sexta está pronto.

Na volta ao apartamento do Leblon vesti a camiseta, o charutão do Che sempre ereto, me despenteei com as mãos, calcei as sandálias, o jeans, algo folgado. Peguei um punhado de terra do vaso da palmeirinha da sala, esfreguei no bolso de trás do jeans para que parecesse usado. Desci, o porteiro foi um pouco impertinente: Fala, seu Amâncio, vai ao show nos arcos da Lapa ou a uma passeata na Rio Branco? Não respondi, mas fiz um aceno amigo, o traje exigia o diálogo, o porteiro sabia, por isso aquela intimidade impensável no dia anterior. O garçom da pizzaria é que pareceu surpreso. Pedi chope em cima de chope, cuidando sempre de pagar um por um. Às dez para às nove o táxi vinho estacionou. Atravessei a Ataulfo de Paiva e entrei no prédio quase colado à Roberta. O elevador estava no 9° andar. Roberta vestia uma malha de ginástica preta, justíssima, que realçava generosamente a forma do seu corpo. Eta paizinho injusto esse, não é? Roberta deve ter imaginado que a frase fosse para o porteiro, pois ele, de fato, respondeu "Bota injusto nisso, seu Amâncio". Do elevador saiu, subitamente, um rapaz de bermuda, que gentilmente manteve a porta aberta devorando Roberta com os olhos. Subimos. Esse país vai de mal a pior, só mesmo uma revolução, com sangue de preferência, para dar um jeito nisso. Roberta não relevou a avaliação sobre o Brasil. Olhei no espelho. Meu cabelo estava todo espetado, o Che acabava de dar uma gostosa baforada no charuto. Roberta não falava, só se ouvia o ruído das correias do elevador. Mas ela deu uma ligeira olhadela no espelho, como se me examinasse. Aproveitei a deixa. Uma revolta popular das grandes. Ela resmungou "Uhn, uhn", concordando. Aquela mulher de tão poucas palavras e emoções tão discretas não podia ser a mesma prolixa e exuberante da cama. Eram tão diferentes. Quem era Roberta realmente? Ao chegarmos ao 6° andar, brinquei, certo de que ia agradar: "Viva la revolución!" Ela, se não me engano, esboçou um discreto sorriso. Repeti a cena no dia seguinte. "Que engraçado, chegamos sempre juntos, na mesma hora", eu disse. Nem sei se Roberta ouviu. Mas nessa vez subiram conosco um casal e um senhor idoso. Ficamos, os cinco, meio apertados. O corpo de Roberta, com uma malha de ginástica rosa, tocava no meu. Seus cabelos estavam molhados. Reagi com a frase "Esse país tá indo pro buraco". O senhor idoso concordou, "E como! Tá demais!" O meu cúmplice desceu no 3° andar, o casal ia para o 8°. "Só mesmo uma revolução", falei quando ele saía. Dessa vez ele não foi tão cúmplice assim, talvez não concordasse com a proposta. No 6° andar me antecipei e retive a porta do elevador para a minha vizinha. O meu “Até logo" e “Até amanhã" ecoou no corredor e em parte, mas em ínfima parte, na boca de Roberta. Ouvi só um amanhã, bem baixinho. Naquela noite a agitação costumeira voltou. Lá pelas onze tocou a campainha, os três outros homens acho que bateram na porta, eu não tinha ouvido. O sujeito agora falava de gado, de defensivos agrícolas, peões, venda de plantel de nelore, especificou que ia ficar dois dias no Rio, voltava em seguida para Barretos. A cena deve ter sido de rodeio mesmo, tipo fala peão. Acho que Roberta foi literalmente montada, ela parecia mugir, um dos dois dava coices na parede, alguém estava de botas com salto, "Vem meu peão boiadeiro, toca essa viola, corcoveia seu danado, passa o chicote nesse teu animal, passa, galopa, isso, galopa, sopra esse berrante, eu sou do estilo de mulher que só gosta desse tipo de homens, quero viver sempre com alguém do mundo rural". Eu, ali no meu quarto, ao lado da cama de Roberta, senti cheiro de terra e de vaca. Acho que o cheiro vinha, na verdade, da terra do vaso da palmeirinha da sala. Também como das outras vezes, a doma durou até alta madrugada. Tive a impressão que dessa vez Roberta gostou ainda mais. Então caprichei pra valer. Comprei, na rua Uruguaiana, um traje country. No início o vendedor, seguindo as minhas explicações, queria me vender um traje de gaúcho, dizia não conhecer bem as roupas dos peões de Barretos. Roupa de gaúcho também não dava! Bombacha etc., não, tenha dó! Acabou sendo um jeans bem apertado, botas de couro, uma camisa com botões de madrepérola e um cinto com enorme fivela. Segui a mesma liturgia. Volta para casa, troca de roupa, olhar malicioso e galhofeiro do porteiro, pizzaria, olhos indagativos do garçom. Roberta se atrasou. Chegou eram quase dez horas. Estava vestida com roupas chiquíssimas, um tailleur cinza com blusa de seda branca, sapato alto, colar de pérolas, brincos combinando com o colar, os cabelos pareciam mais curtos. Olhou para mim e cumprimentou, com educação, "Boa-noite, senhor, como tem passado?" Respondi apenas "Bem". A fivela me apertava a barriga, as calças enfiadas dentro das botas esquentavam as pernas, só faltava mesmo o chapéu que, por sorte, não vendiam na loja da rua Uruguaiana. Pensei em voltar para a rua, fugir. Roberta segurava uma pequena bolsa de couro, reparei nos anéis. O elevador chegou. Não dava mais para ir embora. Ela abriu a porta. Passe, senhor, por favor. Entrei. O salto das botas fez tremer a porta pantográfica. Roberta me seguiu e apertou o nº 6. Éramos só nós naquele cubículo. Não tive coragem de olhar no espelho. Ela, ao contrário, retocou com os dedos parte da maquiagem do rosto. O elevador parecia mais lento. Aliás, foi o que Roberta também notou. "Esse elevador está precisando de reparos", comentou. Concordei com a cabeça. O elevador parou no 3° andar. Ninguém entrou. "Ou está quebrado ou alguém deve ter chamado mas voltou para o apartamento, a mim também acontece de lembrar alguma coisa na última hora", disse ela. Concordei com a frase, mais uma vez, com um gesto de cabeça. A camisa country estava ensopada, o suor deixava manchas enormes. Roberta deve ter notado. Na chegada ela mais uma vez tomou a iniciativa. "O senhor na frente, por favor, os mais velhos têm preferência". Concordei. Mudo. Mas achei um jeito de balbuciar um "Obrigado", que saiu fraquinho. Ela respondeu em alto e bom som "De nada", seguido de um "Passar bem". Entrei no apartamento exausto, e desabei na cama. Levantei logo em seguida, me despi daquela identidade, tentei voltar a ser eu, descobri que já nem cabia direito dentro de mim. Colei o ouvido na parede, ouvi a água do chuveiro, depois um suave empurrão na cama, Roberta tinha deitado. Ela existia mesmo, não havia dúvidas. E eu? Pensei na vida, no mundo que, desde a infância, foi me invadindo, ano após ano, minha margem de manobra sempre diminuta. Perguntei, em voz baixa, como pude entrar naquela bobagem, fazer tudo aquilo, nem parecia o Amâncio que todos conheciam, que papelão nesses dez dias cariocas, como se eu estivesse em estado permanente de embriaguez. Botei a culpa na distância, longe dos conhecidos, da família, eu sempre viajando, fora de Belo Horizonte. Senti vergonha. Vontade de fugir, como na portaria há pouco. Não ouvi mais nada naquela noite. No dia seguinte, sexta, fiquei com um mal-estar o dia inteiro, parece que doía ser eu mesmo, uma coisa assim, meio difusa. Jaciara notou. "Você está estranho, nem lembra o Amâncio, até a cara tá diferente." Dessa vez não respondi. Terminei o relatório, escrevi que o trabalho analisado estava perfeito, e expliquei para a chefe de pessoal que pensava retornar para Belo Horizonte no fim de semana. Ao voltar para o apartamento do Leblon o porteiro foi logo anunciando: “Aquela moça sua vizinha, a dona Roberta, viajou de volta hoje para São Paulo, no lugar está uma amiga dela, dona Sandra, acho que trabalham na mesma firma, uma companhia de seguros”. Subi meio tonto. No apartamento senti o cheiro de terra do vaso com a palmeira. Ouvi barulho no apartamento ao lado. Sandra mexia na pia da cozinha. O porteiro garantiu que Roberta tinha ido embora. Tentei arrumar a mala, hesitei. Roberta talvez tenha deixado seus personagens no apartamento do Rio, eu, em compensação, não conseguia me livrar dos que ela própria tinha criado em mim. Finalmente misturei às minhas roupas o terno, a camiseta do Che, o traje de peão e os jeans, a mala parecia inchada. Dei tudo de presente ao porteiro. Não esperei o fim de semana. O peito doía, até agora parece que dói ser eu mesmo. Disparei para o Santos Dumont, perguntei pela fila dos sem bagagem, e ainda consegui pegar a ponte aérea das onze para Belo Horizonte.


Godofredo de Oliveira Neto nasceu em Blumenau (SC) em 1951. Na cidade do Rio de Janeiro, aos 17 anos, iniciou seus estudos de letras e direito. Em 1973, foi morar em Paris, onde graduou-se em letras e relações internacionais pela Sorbone, alcançando os títulos de mestre e doutor.

Algumas obras:

Romances:

O Bruxo do Contestado, 1996

Pedaço de Santo, 1997

Oleg e os Clones, 1999

Ana e a Margem do Rio, 2002

Marcelino Nanmbrá, o Manumisso, 2003

Menino Oculto, 2005

Ensaio:

São Bernardo, 1990


Texto extraído do livro "21 Histórias de amor", Francisco Alves Editora - Rio de Janeiro, 2002, pág. 177.

 

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