Tão, tá

Érico San Juan


Uma coisa linda, mas não adiantava. Ela continuava coisa.

O juiz de futebol só dava bandeira.

A vidente prevê o futuro dos outros para garantir o seu.

Gravata borboleta é anti-ecológica.

Zé-povinho e joão-ninguém: irmãos de sangue-bom.

Agente de seguros morreu de velho.

O espanto era tanto, mas aprendeu esperanto!

Gente fina é outra coisa... que não é bem uma coisa fina.

— Adoro fazer caras e bocas — disse o cirurgião-plástico.

Todos adorariam andar em fila indiana.

Pena que a fila é brasileira e não sai do lugar.

Veja bem, você não se enxerga?

Não há água que chegue para uma sede de vingança.

Quem avisa amigo é, mas quem avisa também é espírito-de-porco.

A medida certa das coisas é quando elas passam da medida.

Quando três beatas rezam três terços, aí acertam a conta com Deus.

"Tanto esforço e nada", lamentou o pescador, ao ver o peixe escapando de seu anzol.

O orador mordeu a língua e morreu. Só falava cobras e lagartos dos outros.

Fim de linha. Depois do ponto final.


Érico San Juan (1976) é cartunista profissional desde 1991. Publica no Jornal de Piracicaba, no caderno Fim de Semana, a tira de quadrinhos "Um pamonha de Piracicaba". Participou como artista selecionado do Salão Internacional de Humor de Piracicaba (2004 a 2006) e Paraguaçu Paulista (2005 a 2007), e jurado de seleção no Salão Universitário de Humor da Unimep (2006). Mantém um blog autoral de humor multimídia (http://ericosanjuan.blogspot.com), com charges, ilustrações e desenhos animados. No site MySpace (www.myspace.com/ericosanjuan), mantém uma página com canções de humor, de autoria e interpretação próprias. Atualmente, ministra oficinas de caricatura, criatividade infantil e humor gráfico em geral.O texto acima foi enviado ao Releituras pelo autor.

O texto acima foi enviado ao Releituras pelo autor.

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